Meta é processada por violação de privacidade médica; entenda 

Em uma decisão de 26 páginas divulgada na sexta-feira (8), um juiz dos EUA permitiu uma ação coletiva contra a Meta por violação de privacidade médica. O processo alega que o uso do Meta Pixel, ferramenta de monitoramento de anúncios da big tech, por hospitais e prestadores de serviços forneceu informações confidenciais sobre a saúde de pacientes à Meta, o que eles usaram para publicidade direcionada. 

O que você precisa saber: 

A companhia de Mark Zuckerberg teria usado dados coletados por hospitais com o Meta Pixel para ganhar dinheiro com publicidade; O armazenamento de dados ocorreu via login dos usuários em plataformas médicas onde a ferramenta estava estrategicamente instalada; O processo aponta que a Meta desrespeitou uma lei federal de escuta telefônica e uma lei de privacidade da Califórnia, além de não cumprir suas próprias promessas contratuais que regem a privacidade do usuário no Facebook; O juiz concluiu que o caso, com base nas provas até agora, “não nega as alegações plausíveis de que informações confidenciais de saúde são intencionalmente capturadas e transmitidas a Meta”. 

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De acordo com a Reuters, a ação pede indenização para todos os usuários do Facebook que tiveram dados de saúde coletados. O valor não foi divulgado. Advogados da Meta não quiseram comentar o caso. 

Vale pontuar que o litígio ocorre desde 2020, quando advogados dos demandantes disseram ter encontrado pelo menos 664 hospitais e outros prestadores de serviços de saúde que usavam o Meta Pixel. 

Na época, a gigante tech disse “não discordar” de que o envio de informações confidenciais de saúde poderia ser um problema sério, mas também se defendeu dizendo que não havia nada inerentemente prejudicial ou ilegal em sua tecnologia e que cabia aos profissionais de saúde decidir usar ou não a ferramenta.

Para o juiz distrital William Orrick, não está claro se a Meta fez o suficiente para impedir a transmissão dos detalhes dos pacientes. Contudo, o julgamento do caso deve decidir se a empresa deve ou não ser dispensada, considerando que profissionais de saúde consentiram com o uso da ferramenta. 

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Fonte: Olhar Digital 

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