Paraense Douglas D’Silva fala sobre desafio no UFC e orgulho de representar o estado: “sou raiz”

Natural de Castanhal, nordeste paraense, Douglas D’Silva está preparado para o primeiro embate oficial do ano pelo UFC. A luta acontece neste sábado (13), no UFC Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, contra o estadunidense Cody Stamann, pela categoria peso-galo. O embate é o quinto do card principal. 

O último desafio de D’Silva no Ultimate foi contra Said Nurmagomedov, em julho de 2022, onde foi derrotado por decisão unânime. O embate agravou uma lesão que Douglas já tinha e acabou com a sequência de vitórias do paraense.  

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Em entrevista ao O Liberal, D’Silva falou sobre a lesão, a expectativa para a luta, o adversário, os objetivos na carreira e o orgulho de representar Castanhal e o Pará no UFC. 

Confira a entrevista

OL: Como está a preparação para o embate depois de um tempo sem lutar no UFC?

Douglas D’Silva: Fiz uma boa preparação na minha cidade Castanhal e em Belém. Não considero que passei muito tempo sem lutar, porque fiquei anos sem lutas e pude voltar novamente. Felizmente já estou retornando e espero poder fazer uma sequência boa de vitórias, como a retrasada. 

OL: Você é conhecido por vencer por nocaute, pretende vencer esta por nocaute ou decisão?

DD: Felizmente a maioria dos resultados positivos vieram por nocaute. Gosto da trocação, mas tem que arriscar, foi arriscando que a maioria das vezes deu certo. Sou grato por ter essa marca de tantos nocautes na minha categoria, e vou buscar isso. 

OL: Já estudou seu adversário? O que está esperando dele na luta?

DD: Ele (Cody Stamann) é bom, rápido e forte. O Ultimate sempre coloca adversários duros, mas sempre que pego eu vou para executar um bom trabalho e deixar uma boa batalha. Espero dele um jogo solto, mão dura e uma luta mais agarrada. Mas tô preparado, treinei para isso, para arriscar os fundamentos no jogo duro dele. Minha vantagem no combate é confiar no trabalho que executo e eu acredito que tenho mais vantagem que ele. 

OL: Na questão física, como tá o condicionamento? Tem alguma lesão?

DD: Nas últimas lutas, ano passado, eu já vinha com lesões, e a última agravou mais, porque eu fui lutar assim mesmo e me prejudicou. Passei um tempo tratando, foi uma pancada de tratamentos, não é fácil, não foi, vida de atleta não é. Mas deu certo, desde então estou bem, e já entrei esse ano bem, o treino acelerou a recuperação e ajudou na “guerra do peso”. Agora estou bem fisicamente para a batalha. 

OL: Qual seu grande objetivo no UFC?

DD: Meu grande objetivo é poder deixar minha história, meu legado. Já existem registros meus lá e eu quero trabalhar pra alcançar mais, buscar ficar ainda mais perto do título. Mas, chegar aqui, de onde eu vim, o que eu passei, de o que eu fui e o que sou hoje, já uma satisfação gigante.

OL: Como é representar o Pará, um estado com grande tradição de luta livre, no UFC?

DD: O Pará é minha terra do coração, minha terra do açaí que eu tanto amo. É muita satisfação representar meu estado, a minha cidade Castanhal, minha família e amigos. Estar levando nosso norte e nossa bandeira, com tanta gente que já representou e representa na luta, é muito gratificante. Quero relevar mais o nosso estado, para que nós atletas, possamos ser vistos com mais carinho, com mais investimento de recursos. Eu que amo de verdade meu estado, minha terra, sou paraense raiz, queria mais valor, mais atenção dos apoiadores e do poder público. 

Fonte: Esporte – OLiberal.com 

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